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Espaço generalista de informação e de reflexão livres. Na verdade, o politicamente incorreto afigura-se, muitas vezes, como a mais eficaz solução para se ser humana e eticamente LEAL! Desde 18.ago.2008. Ano XI.
Por José Manuel Alho

À falta de melhores protagonistas, Portugal inaugurou 2013 com forçada disponibilidade para fúteis penitências de Canossa. Na aurora de um novo ano, emergiu Pépa Xavier, essa provável blogueira da moda nacional, com aquele singular sotaque português que Herman José já contextualizou. Explicou o humorista que, pela década de sessenta, o pessoal queque da grande capital, armando-se em afilhados de Champalimaud, forjou a pronúncia em que os lábios não mexem e o som sai arranhado da garganta. Um feito com efeito(s) inaudito(s).
Porque (não recomendo leitura apressada) a Pépa quer uma mala, o País sucumbiu, indignado, à frivolidade de quem, ganhando 700 €uros, almeja ter uma bolsa "Chanel" preta, clássica, que pode custar mais de cinco mil euros.
Lá no fundo, estamos mais rodeados de Pépas do que julgamos mas decidimos embirrar com esta só porque… correu mal. Na verdade, muito mal.
"E o Cine-Teatro Alba? Mais de 3330 00 euros apenas com programação, valor esse que não inclui sequer ordenados, água, luz, gás (…)” (In Opinião, por Delfim Bismarck, pág. 3).
No meio deste turbilhão extrapolado pelas redes sociais, de contornos virais, também eu me reconheço com baixa tolerância a uma certa lógica de trincheira(s) onde a coisa pública acaba invariavelmente (muito) mal tratada. Para o efeito, destaco, sem necessidade de outros complementos, excertos do que foi dado à estampa pela última edição do “Correio de Albergaria”, de 9 de janeiro passado:
Basta. Confesso-me perplexo com esta Albergaria aparentemente acossada com o escrutínio público, agitada pela inabilidade para lidar com a diversidade onde alguns eleitos reclamarão uma liberdade de expressão e de ação que parecem muitas vezes negar a quem (eleito ou não) ousa pensar diferentemente da linha dominante. Há tempo e espaço para todos.
Se calhar, fruto do desgaste acumulado e absolutamente compreensível, como diria a “blogger Chanel”, haverá gente a “precisar de tempo, tempo pessoal” até porque “para 2013, desejo: 2013 pode ser um ano de sorte ou de azar, não é? Espero que seja de muita sorte. Quero muita sorte para 2013. É o meu primeiro desejo – muita sorte.”
José Manuel Alho